As Mulheres e o Peito Grande

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O peito grande não cabe na palma da mão 

Apesar de muitos homens acharem o peito grande muito atractivo e excitante, é pouco prático no que respeita ao dia a dia de uma mulher com peito grande.

O peito grande pode ser um obstáculo na vida de uma mulher

Se o peito for demasiado grande, pode tornar-se um obstáculo durante o trabalho, na relação com o outro, na auto estima, e principalmente no equilíbrio, as mulheres com peito muito grande não tem equilíbrio, e tem vários problemas de locomoção. O tamanho pode tornar determinadas actividades diárias impensáveis na vida de uma mulher. Se pensamos em nadar, com o peito grande, a mulher consegue nadar normalmente, consegue boiar, mas não consegue ir ao fundo da piscina porque o peito grande funciona como boias.

Mulheres com peito grande têm problemas nas costas

Muitas mulheres que têm peito grande têm dores nas costas. Isto porque todo o peso da parte da frente do corpo é suportado pela coluna, que pode muitas vezes ceder à pressão e alterar a postura. A postura arqueada é provocada pela tensão física, bem como por sensações desagradáveis causadas pelo peito grande. Isto força por vezes as mulheres a esconder o peito inclinando os ombros para a frente e o peito para trás. As dores tornam-se insuportáveis, de desconforto, sendo necessário em determinadas profissões de secretaria ter apoio para os braços para puder segurar a coluna.

O peito grande não é prático para actividades desportivas

Além de uma actividade desportiva mais intensa aumentar as dores nas costa, o peito grande é um obstáculo à prática de desportos que requeiram muitos movimentos, como a corrida. O movimento do peito durante o exercício físico pode ser atractivo para muitos homens, mas é um enorme obstáculo para a mulher. Não só sente dores nas costas, como o movimento em si é também ligeiramente doloroso. O principal é o desequilíbrio, é muito fácil cair partir um pé uma perna um braço. Ou ficar-se aleijado para o resto da vida, após a cirurgia recupera-se bastante o equilíbrio, mas não foi o que me aconteceu, tantas vezes cai que foi até ter um ferro numa perna, que ainda hoje me serve de suporte.

Comprar um sutiã pode ser um pesadelo

As mulheres que têm o peito grande têm dificuldade em conseguir comprar o sutiã certo, porque os números que se encontram nas lojas são limitados. Por essa razão, a escolha que têm à sua disposição é limitada a lojas específicas que comercializem uma grande variedade de tamanhos. Além de serem grandes, o preço também costuma ser consideravelmente mais alto. Um bom sutiã é muito difícil de encontrar, onde existe lojas com grande variedade é na cidade de Londres. Em Portugal conseguimos encontrar tops, mas tops não são sutiãs são blusas de tamanho reduzido que aconchegam o peito.

O peito grande começa a descair mais rapidamente

O peito é essencialmente constituído por glândulas mamárias e tecidos gordos, e este tipo de tecidos delicados são mais propensos a descair nos peitos maiores. Assim, o peito vai progressivamente perdendo firmeza, o que se torna mais visível com a idade. Pode ser melhorado através dos chamados “wonderbras”, que apoiam firmemente o peito, ou pode prevenir que isto aconteça efectuando determinados exercícios. Mas em muitos casos, a peito começa a ficar descaído, algo totalmente natural, mas que pode começar a afectar a auto-imagem e auto-estima da mulher.

Problemas dermatológicos

Adicionalmente a todos os pontos francos anteriormente mencionados, o peito grande pode também ter problemas dermatológicos, como erupções e infecções na pele. O excesso de suor provoca muitas vezes o aparecimento destes sintomas por baixo do peito, porque a humidade e a pele irritada são as condições ideias para o aparecimento das ditas erupções e outros problemas.

Redução mamária

Em casos extremos, as mulheres confrontadas com os obstáculos associados ao peito grande recorrem a cirurgias de redução mamária. O procedimento inclui a remoção do tecido e da pele, e a modelação do peito e dos mamilos. Apesar de se dizer que este procedimento reduz o problema da auto-imagem, do bem-estar e de permitir maior actividade e autoconfiança, 1 por cento das mulheres são vítimas de efeitos secundários, normalmente bastante desagradáveis e pouco estéticos.

Falo-vos um pouco da minha experiência foi com 12 anos que o peito me cresceu, cresceu cerca de 3Kg todos os dias fizesse o que fizesse eu carregava com mais 3 Kg de peito sobre a minha coluna, com esta idade fiz uma consulta de ortopedia, o médico foi claro se eu queria continuar a andar, só tinha de fazer uma redução mamaria, e enviou-me para o Hospital de São José Lisboa, foram vários anos numa lista de espera, o que eu não tinha percebido que é necessário ter idade, pois eu continuava a crescer e o peito também.
Um dia um anjo caiu-me do céu, serei grata o resto da vida, a cirurgia foi marcada aos 18 anos um dia depois de eu ir a exame de condução.

O meu pai foi comigo para Lisboa, entrei no Hospital de São José, onde fui tratada com muito amor e carinho por toda a equipa, chegou finalmente o dia da cirurgia, eu estava muito feliz ia livrar-me daquele pesadelo, fui operada, quando acordei já estava no quarto, com a sensação de tristeza olhei para o meu peito e vi algo muito grande, fartei-me de chorar, ninguém percebia porque é que eu chorava, mas eu tinha ido para ali para retirar o peito, porque é que ele continuava tão grande.

No dia seguinte, uma enfermeira veio ter comigo, e disse vamos mudar o penso, e começou a tirar almofadas junto de compressas e quando vi o meu peito fiquei feliz. O que eu queria era levantar-me puder olhar para um espelho, mas não pude.

Mais tarde vieram dois enfermeiros ter comigo, agora vamos levantar, eu tudo bem, é para levantar vamos levantar, mas eles avisaram-me para ter cuidado. O que eu não sabia, é que eu não sabia andar… pois é o meu ponto de equilíbrio já não era o mesmo. Já estão a imaginar o que aconteceu, fui direitinha ao chão, mas eles são muito experientes e seguraram-me rapidamente. Com muita paciência e persistência, tive de aprender a andar pelos corredores do Hospital de São José.

Quando fiquei Autónoma tive o meu primeiro confronto com o espelho, na casa de banho do hospital, parecia que eu tinha sido lavada a 90 graus, o espelho mostrava uma imagem diferente do meu eu, aquela pessoa não era eu. E se calhar não era mesmo, daquela cirurgia nasceu uma pessoa diferente. Se eu não tivesse feito a cirurgia, era uma pessoa diferente da pessoa que sou hoje.

Na altura, e ainda hoje ajudo muitas pessoas com a minha história, é uma cirurgia que não dói, o que dói é a maldade das pessoas e o peso que carregamos nos nossos ossos.

Foi-me retirada quase toda a glândula mamaria, quando a minha filha nasceu tive pouco leite, pois a glândula maria tinha sido retirada. Mas também que a probabilidade de vir a ter cancro da mama é reduzida, eu tirei 3Kg de glândula mamaria.

Esta cirurgia é comparticipada pelo serviço nacional de saúde, desde que tenhamos comprovado problemas de saúde relacionados com o peso do peito, no hospital particular ronda os 7000€.

Para profissionais, professores e outras pessoas que fazem comentários desagradáveis, ou avaliam mal, coloquem 3Kg de arroz e façam uma corrida de 500m, duvido que consigam fazer mais.

Ao longo dos anos, que fui aconselhando muitas pessoas como deveriam de corrigir, um problema de saúde, ouvi tanta coisa de fazer arrepiar a alma, simplesmente são pessoas ignorantes que andam a aconselhar os outros. Só consegue entender quem passou por o mesmo.

Deixo um beijinho para a minha amiga Maria, que muitas vezes me procurou e faltou-lhe a coragem. Mas mesmo na idade da reforma seguiu em frente e é feliz. E outro para uma amiga de coração que quer fazer, mas está difícil de provar e as cirurgias atualmente no estado estão muito demoradas e ela está com muitos problemas de ossos. E outro vai para o grande amor da minha vida, e a minha experiência de vida fará, que juntas venceremos mais uma batalha…

Eu escrevi sobre mim para te mostrar, que o mundo está cheio de ignorância…

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