Ser forte ou ter peso a mais, não é uma ofensa é só uma característica da pessoa, assim há pessoas altas e baixas, outras gordas e magras. Há pessoas com excesso de peso que são muito bonitas, assim como há pessoas magras, que não sabem tirar o verdadeiro partido da sua elegância. E muitas pessoas saem por aí, perguntado a quem tem um pouco de barriga se está grávida, está de quanto tempo? Parabens!!!! sem ofender, porque pessoas com execesso de peso, são icentivadas a mudar, ou seja, a emagrecer, deixar de ser quem são, como se estivessem erradas e as magras certas, quando na verdade as anoréticas tem um problema bem mais grave do que as pessoas com excesso de peso.

Faço uma comparação no mundo atual, com o comportamento das pessoas pelo mundo. O sentimento de baixa auto-estima, tem haver como nos vemos a nós proprios e como sentimos como os outros nos veem. Emagrecer para superar uma angústia e a falta de auto-estima, não vai ser corrigida só pela perda de peso. Entendo, que devemos cuidar de nós, olhar para nós e realçarmos o que realmente temos de melhor e de mais bonito, o rosto, os olhos, as mãos, as pernas etc…

Saúde emocional
Ser-se uma pessoa com excesso de peso, na sociedade em que vivemos hoje, pode ser associado a uma pessoa feia, preguiçosa, desleixada, que não se preocupa com sua saúde, alguém compulsivo, isto é, sinônimo de uma pessoa errada. Quando na realidade, temos pessoas muito mal formadas, e que muitas vezes estão mal com elas próprias, ou, não tem espelhos em casa, e espelham nos outros o que não gostam delas próprias, ou, sentem inveja porque os outros continuam vivendo, divertindo-se, comendo… sem estarem focados em dietas, estas pessoas sentem-se frustradas, porque tem de continuar as suas dietas para manter apenas as aparências, ou seja, não podem comer o que os outros comem. Tendo comportamentos impróprios para com algumas pessoas, sentindo-se no direito de julgar, apontar, palpitar e cobrar os gordos por não seguirem o tal padrão, que eles mantem para ser magros. É muito comum pessoas gordas sentirem uma forte angústia e culpa por serem quem são, no entanto, tiram outros partidos da vida, não vivem preocupados com as aparências, focando-se no que lhes dá verdadeiro prazer. Mas isto acontece, principalmente em pessoas focadas em dietas, porque não sabem tirar partido, das suas verdaeiras qualidades, ou, ter uma alimentação equilibrada.

Temos de trabalhar, o nosso verdadeiro EU, necessidade de trabalhar a nossa auto-estima, reforçando as nossas estruturas emocionais, dependem essencialmente de nós, dos estimulos que recebemos, reforçando os aspectospositivos e desvalorizando os aspectos negativos… Este é um factor muito importante na adolecência, para determinar um percurso de vida, criando pessoas cofiantes, com segurança, com amor próprio, e desvalorizando em redor, quem não os valoriza.

Muitas vezes nas entrevistas de trabalho, são escolhidas as pessoas mais magras, por apresentarem uma melhor imagem, mas isto, depende de nós defenir a nossa própria imagem, escolhendo roupas adequadas ao nosso tamanho, tratando do cabelo, das unhas, utilizando roupas adequadas para uma entrevista de emprego, e com o tamanho certo que vestimos, nem maior nem menor, não descorando uma maquilhagem cuidada. Pois o primeiro impacto é o principal, para que possamos ser bem sucedidos numa entrevista.
Como se formam os padrões de comportamento
A estrutura emocional, sobre o que é certo ou errado, feio ou bonito, se forma logo na primeira infância e o meio social, em que estamos inseridos, é um grande responsável por abrir ou fechar portas para lidar futuramente com questões do foro emocional. Crianças são avaliadas, julgadas e cobradas frequentemente por termos como “ai, que feio” ou “ai, que bonito”. Personagens motivadores de historias e de desenhos animados, são magros enquanto muitas vezes, os gordos são fracos ou os maus da fita. Na adolescência, essa associação ganha grande força e impacto e já nos mostra o quanto a formação das imagens do meio social e de si mesmo estão interligadas e o quanto podem ser meios saudáveis ou cruéis, na fase da adolescência. Quando vemos o filme da Disney em que os dois personagens principais são gordos o Schreck e Fionna, são gordos, mas foram felizes apaixonados e construiram uma familia. É positivo, pois todos nós temos tendência, a identificarmo-nos com as personagens da história.

Estou chamando a atenção, para o fato preconceituoso de as pessoas serem por vezes ofensivas umas com as outras sobre a imagem, e à falta de saúde e/ou maus hábitos de vida, mas sabemos, ou deviamos saber, faz parte da cultura geral, que uma pessoa com tiróide, tem problemas sérios, e não vai conseguir perder peso, pois tem uma alteração Hormonal. Uma obesidade pode até ser uma questão de saúde, e ter-se muita dificuldade em tratar. Chamar de gordo a uma pessoa doente, devia ser punido criminalmente.

Esta questão, merece muita atenção, pois há uma grande tendêncicia para medicamentos de rápido emgrecimento, que provocam alterações graves no organismo, insuficiência renal, cardicacos, imunodeficiência etc… o mundo atual tenta vender tudo o que pode ser rentável financeiramente, mas não cuidadosamente, através de comprimidos mágicos para mudar sua aparência e rejuvenescer, mas a perda de peso rápida faz exactamete o efeito contrario, faz-nos parecer 20 anos mais velhas, chegando a ficar parecidas com as nossas avós. Principalmente, depois de uma certa idade, pois o nosso corpo já não tem a mesma elastecidade. Se não somos felizes, com excesso de peso, também não vamos ser com 20 anos a mais, porque há alguem simpático que nos vai chamar a atencão, estás doente?,ou, estás com um problema grave de saúde… E vamos continuar com a nossa auto-estima em baixo. Só seremos felizes sendo nós próprios, cuidando de nós e da nossa aparência fisica e psiquica.

A moda atual, exalta a magreza e o tamanho das calças de ganga, as blusas decotas que se usa para mostrar os decotes, valorizar uma barriga lisa, batalhar por pernas/coxas/ancas tonificadas, mas deixa-se de olhar e cuidar para a pessoa que existe naquele corpo. No entanto, verificamos determinadas lojas que só vendem até determinados numeros, por vezes o tamanho máximo é o 40, temos o exemplo da Loja Maximo Dutti, tem roupa engraçada, mas só para magras, uma questão de estatuto. Esta marca deveria avaliar melhor os seus clientes.

Hoje, as nossas jovens adolescentes, são cada vez maiores, e calçam cada vez números muito acima do padrão normal da nossa sociedade, assim como, o tamanho do peito, nem sempre é fácil encontrar um sutiã com o tamanho certo. Eu própria sofri, este problema na minha adolescência. Hoje cortei da minha lista todas as lojas, que só vendem numeros muito pequenos, e escolho as que estão mais adaptadas a toda a população. A minha preferida e sem sombra de dúvida o El Corte Ingles, pois eles tem o cuidado de ter várias marcas, varios tamanhos, adequados a várias personalidades. Saimos sempre bem dispostas e confiantes, com a auto-estima em alta, há sempe aquele vestido, aquele fato de banho, etc, que nos fica bem, e se adequa ao nosso tamanho.
Angústia existencial
Muita atenção. O mundo atual que vive criticando pessoas gordas é o mesmo que abre portas para Anorexias/Bulimias e diversos outros distúrbios de alimentação e auto-imagem pois confundem o sofrimento das pessoas, com aquilo que valorizam, e não serve a sociedade em geral, pois reforça o corpo das pessoas mais magras. Temos de valorizar o que temos e não o que os outdoors vendem. Uma pessoa gorda, pode ser saudável, pois a saúde não depende do tamanho que se veste, mas sim, dos cuidados físicos, alimentares e psicológicos, que aplicamos a nós próprios. Uma pessoa gorda, pode ser bonita e sensual, pois beleza não é uma tabela a ser seguida pelo numero que se veste, mas sim pelo reflexo de sua estrutura existencial, como o meio que se vive e convive, pode ser amada, pois afeto não segue formato físico, namorar, casar, sentir-se importante para alguém especial. A magreza não garante felicidade, e que vamos ficar com uma pessoa que não sente nada por nós, só poruque somos magros. Sendo-se gordo ou magro, nada garante um bilhete eterno para a felicidade. Até porque vamos mudando com a idade.

O espelho e as fotografias
Olhem para o espelho, tirem fotos dos vossos melhores ângulos, independentemente do peso que a balança mostra, muitas vezes, o peso está correlacionado com o peso dos ossos e com a nossa altura. Olhe para si, olhe no seu rosto, veja cada detalhe, olhe o seu corpo, cada pedaço de si, por fim, olhe nos seus olhos em frente ao espelho e diga várias vezes eu amo-te e pense: se eu, não gostar de mim, quem vai gostar, é meio caminho andado, para começarmos a amarmo-nos e a cuidadar de nós próprios, e sermos acertivos nas nossas vidas.

A construção de beleza e felicidade, no nosso interior emocional para ser saudável, ser feliz e ser bonito, e poder ser-se quem é quer seja gordo ou magro. É preciso entender que o próprio padrão de vida, é o ser mais valioso de todos nós, pois permite-nos construir e viver uma vida mais verdadeira e melhor aproveitada, sem, nos sentirmos culpados, por não comer ou fazer o que os outros fazem, ou, por estar a comer aquilo que engorda. Ame-se a si prórprio, mesmo quando se sentir muito triste, procure habitos assertivos, principalmente ajuda psicológica, para reeducar não só sua alimentação e hábitos, mas sua capacidade ver e de construir uma vida feliz, além dos números de uma balança ou formato de um corpo.


































