O que devemos ter em casa em caso de Guerra/catástrofe

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Na verdade, os kits emergenciais de sobrevivência vão bem além dos cenários citados. Contendo elementos essenciais (como água, comida, medicamentos, ferramentas e itens de higiene), eles podem ser essenciais em casos de confinamento, inundações, desastres naturais e expedições florestais.

Se a pandemia não foi suficiente para te convencer a adquirir uma coleção com esses itens, talvez as recentes queimadas no Pantanal e Amazônia, ou mesmo o terremoto registrado no último sábado (19), próximo a Fernando de Noronha podem indicar situações de perigo em que você possivelmente necessitaria de um.

Não, não estamos próximos de viver um cenário de apocalipse zumbi, tampouco perto (tomara) de sermos invadidos por alienígenas. A Terceira Guerra Mundial também não deve eclodir nos próximos dias.

Que alimentos ter em casa numa situação de emergência?

Face a estas situações extremas, em que a energia e o abastecimento alimentar podem estar comprometidos, devemos ou não estar preparados do ponto de vista alimentar? O que podemos armazenar? Em que condições? E como gerir, ao longo do ano, este pequeno abastecimento de segurança? Saiba mais. 

Com as mudanças climáticas, aumenta o risco de tempestades violentas, vagas de calor ou frio inesperadas que podem comprometer o abastecimento alimentar. A estes acontecimentos climáticos inesperados, podemos adicionar o risco de um atentado terrorista. Ou de um terramoto, o que não seria de todo inesperado, dada a situação geológica de Portugal.

Face a estas situações extremas, em que a energia e o abastecimento alimentar podem estar comprometidos, devemos ou não estar preparados do ponto de vista alimentar? O que podemos armazenar? Em que condições?  E como gerir, ao longo do ano, este pequeno abastecimento de segurança?

Aqui ficam algumas indicações importantes a ter em conta, para que possa garantir o suprimento necessário numa situação de emergência.

Prepare um abastecimento de comida de emergência:

  • Planeie o abastecimento de alimentos para um mínimo de 3 dias até 10 dias;
  • Opte por alimentos que tenham um longo prazo de validade;
  • Opte por alimentos que não necessitem de ser cozinhados, refrigerados ou de água para consumo;
  • Armazene pelo menos um garrafão de água de 6 litros por pessoa, de forma a obter um abastecimento suficiente para 3 dias;
  • Para pessoas que seguem dietas especiais ou apresentem alergias alimentares, planeie os alimentos mais adequados com antecedência; Tenha atenção à medicação. Pode incluir na sua ração de emergência um multivitamínico.
  • Evite alimentos ricos em sal e muito condimentados pois tendem a aumentar a sede. Nestas situações a disponibilidade de água poderá estar comprometida;
  • Proteja os alimentos de fontes de contaminação.
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Como armazenar os alimentos de forma eficaz?

  • Mantenha os alimentos num local seco e fresco;
  • Verifique o seu abastecimento de alimentos de 6 em 6 meses;
  • Coloque os alimentos por ordem segundo o sistema “FIFO” (First In, First Out), ou seja, o primeiro a entrar será o primeiro a sair, segundo os prazos de validade;
  • Utilize os alimentos antes do prazo de validade expirar e substitua por outros mais recentes.

Como consumir os alimentos de forma segura?

  • Tenha consigo um desinfetante de mãos para quando for necessário preparar os alimentos, na ausência de água corrente;
  • Faça as suas refeições de forma segura e estratégica. Se existir um corte de energia comece por consumir os alimentos que se estragam mais rapidamente. Primeiro consuma os alimentos presentes no frigorífico, congelador e por fim o seu abastecimento de emergência;
  • Tenha em casa pratos, copos e talheres de plástico, de forma a facilitar a preparação e o consumo das refeições numa situação de emergência;
  • Não consuma enlatados que aparentam estar danificados ou opados (inchados).

Durante e após um desastre natural é essencial manter a energia. 

 Faça pelo menos uma refeição equilibrada por dia; Podemos reduzir as calorias a metade, reduzindo ao mínimo a atividade física mas não a ingestão de água. Não reduza a ingestão de calorias em grávidas e crianças.

 Mantenha-se hidratado ao longo do dia. Uma hidratação adequada é essencial para reduzir a fadiga, manter a concentração e um estado de alerta mais prolongado.

 As necessidades calóricas preconizadas pela OMS, para situações de emergência, são de aproximadamente 2200 Kcal com cerca de 10-12% de proteína e cerca de 17-20% de gordura. No entanto, é importante referir que a determinação das necessidades alimentares em situações de emergência é extremamente complexo e que são múltiplos os fatores a considerar.

 Reserve algum dinheiro físico sempre consigo. Nestas situações as máquina multibanco podem não estar a funcionar.

Nestas circunstâncias, esteja atento e garanta um pequeno abastecimento de segurança. Mais vale prevenir do que remediar!

Comida, bebida e primeiros socorros

Escolha uma mochila de um material resistente para guardar comida e bebidas para três dias, no mínimo. Verifique com regularidade a data de validade dos alimentos e substitua-os, se necessário. Escolha comida que não precise de ser cozinhada. Evite os alimentos salgados, para diminuir a necessidade de beber água (pode ser escassa nestas situações). Inclua também um estojo de primeiros socorros e alguns objetos de segurança.

Se possível, guarde a mochila perto da saída de casa (num armário do hall, por exemplo) e informe a família sobre esse local. A mochila deve estar equipada com:

  • garrafas de água;
  • géis energéticos (dos que se usam em atividades desportivas), bolachas e chocolates;
  • comida enlatada (atum, salsichas, leguminosas, papas de bebé para os mais novos, etc.) e comida para os animais de estimação;
  • apito, caso seja preciso sinalizar o local onde está;
  • manta de aquecimento;
  • canivete multifunções e isqueiro;
  • alguns metros de corda (dê preferência ao material paracord, que é leve, resistente e ajuda a imobilizar fraturas ou prender objetos);
  • rádio a pilhas. Em caso de emergência, as autoridades comunicarão com as populações através deste meio; 
  • pequena lanterna a pilhas;
  • pilhas de substituição;
  • relógio que não precise de ser carregado na corrente. O mais provável é não haver eletricidade em caso de catástrofe natural;
  • comprimidos de purificação de água, à venda em lojas de desporto outdoor ou na net;
  • algum dinheiro, em notas e moedas; 
  • cópia do cartão de cidadão de toda a família; 
  • kit de primeiros socorros. 

O que incluir no kit de primeiros socorros

  • Compressas, ligaduras, luvas descartáveis, pensos, adesivos, tesoura, pinça, agulhas e alfinete-de-dama; estes objetos ajudam a fazer curativos. 
  • Pequeno frasco de água-oxigenada, um antiséptico (como iodopovidona, presente no Betadine), para desinfetar as feridas, e soro fisiológico para os olhos. 
  • Anti-inflamatórios, como ibuprofeno e ácido acetilsalicílico.
  • Antidiarreico. 
  • Termómetro, lenços de papel, toalhitas e cotonetes.
  • Embalagem extra dos medicamentos de toma regular (por exemplo, para a hipertensão, diabetes, etc.).
  • Máscaras cirúrgicas (três ou quatro unidades por membro da família).

Referência-Deco

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