Mais uma viagem de aprendizagem, viajar no tempo, é possível visitando países com grande cultura histórica e gastronómica como a Turquia. Visito pela segunda vez a Turquia, desta vez a cidade escolhida, foi Istambul. Tal como em viagens anteriores, efetuamos a viagem através da agencia de viagens, Yestravel. Viajamos pela Turkish Airlines, de Lisboa para Istambul, num voo cerca de 4h30, com fuso horário duas horas mais que Lisboa.
Foi uma viagem de trabalho, de enriquecimento profissional e cultural. Escolhemos o Hotel Nippon, 4 estrelas, bem localizado, na cidade de Istambul, considerada a área nova de Istambul parte europeia, em oposição à área clássica da cidade de Istambul, parte europeia. O hotel fica perto do Centro de Congressos de Istambul, onde decorria a parte profissional da viagem, perto da praça Taksim e da avenida Istiklal, conhecida pela variedade de lojas, terminando perto da Torre Galata.
Torre Galata

A Torre de Gálata é um dos principais pontos turísticos de Istambul. Eu achava que era só mais uma torre até descobrir que a Torre de Gálata oferece uma das melhores vistas de Istambul em 360º. A torre está situada no bairro de Beyoglu, no cimo de uma colina. Fomos visitá-la, partindo do nosso hotel, caminhamos pela avenida Istyklal, passeio agradável, vedado ao transito – apenas transita um eléctrico clássico – pois existem muitas lojas e muitos espaços de comes e bebes, típicos turcos. No final da avenida, já em pleno bairro de Beoglu, está a torre Galata, onde subimos ao topo e disfrutamos de uma vista magnifica sobre toda a cidade de Istambul. A cidade de Istambul está dividida pelo estreito do Bósforo, em duas partes: a europeia e a asiática. A parte europeia por sua vez é dividida pelo Corno de Ouro, por um pequeno mar-rio que divide esta parte em duas – uma, a parte clássica da cidade de Istambul, onde se situam os monumentos mais importantes de Istambul, e a outra parte mais moderna de Istambul, onde se situam os hotéis mais importantes e a área financeira.

A torre Galáta foi construída pelos genoveses em 1348, quando na época, a cidade ainda era Constantinopla. Os genoveses construíram-na para substituir uma antiga torre de madeira que servia como torre de controle no Estreito de Bósforo.Quando se olha de longe, a Torre de Gálata parece muito alta, no entanto, como fica na parte alta da cidade, temos a impressão de ser bem maior do que aparenta. A partir desta torre, podemos disfrutar uma das melhores vistas de Istambul. Utilizamos o elétrico clássico para facilitar o regresso ao hotel.

Para subi-la, felizmente existem dois elevadores que poupam as nossas pernas. Quando chegamos ao sétimo andar, o elevador pára, e de lá é necessário subir um lance de escadas, e praticamente saímos na varanda da torre, onde se pode observar a cidade de Istambul. A vista é maravilhosa, dá para ver toda a parte de Sultanahmet, Fatih, e ainda oferece uma visão extraordinária do rio Bósforo. A varanda por onde se passa é um pouco estreita e sempre cheia de turistas, apesar disso, dá para tirar umas fotos lindas de Istambul e ver onde a Ásia faz fronteira com a Europa. O lugar onde dois continentes se encontram.. dentro do mesmo país…
No cimo, e dentro da torre, existe um restaurante. O restaurante não é o melhor e nem o mais barato de Istambul, mas tem uma vista incrível e só por isso eu acho que vale a pena esticar a visita da Torre de Gálata com um almoço. O restaurante serve principalmente comida turca.
A Mesquita Azul

A Mesquita azul é um dos cartões-postais de Istambul. A Mesquita Azul na verdade é um apelido da Mesquita do Sultão Ahmed (em turco : Sultanahmet Camii). Ganhou esse apelido pelas cores do interior. Foi construída entre os anos de 1609 e 1616, e foi uma revolução entre os modelos de mesquitas por ter seis minaretes. Por dentro, é toda revestida de mosaicos azuis de Iznik e com vitrais. Antes de ser uma mesquita, o local já era uma espécie de palácio construído pelos bizantinos e no começo do século XVII o sultão Ahmed decidiu fazer do local uma grande mesquita que fosse maior e mais bonita que a Hagia Sofia. De estilo otomano clássico, a mesquita azul é a única mesquita de Istambul que possui seis minaretes. Para quem não sabe, os minaretes são essas “torres” e cada uma dessas torres hoje em dia tem um alto-falante por onde se pode ouvir o chamamento e apelo para as orações nos horários de orações da religião islâmica.

Porquê temos de estar com a cabeça coberta quando entramos na mesquita? Para entrar na mesquita é necessário adotar outro padrão de roupa, a mesquita é um lugar sagrado e mulheres devem cobrir o cabelo.
As pessoas também não podem entrar de T-shirt ,calções ou chinelos, nada muito complicado, é mais ou menos como se fossemos á Igreja: não iríamos para a igreja com calções de praia ou de minissaia?
Eu usei um encharpe que tinha no pescoço, como sempre uso nos países muçulmanos, cobri os meus cabelos e fechei um pouco a minha camisa e calcas, pois apesar de composta, mostrava um pouco o peito. Lá dentro também não é permitido dar beijos, nem carícias entre casais, e é necessário tirar os sapatos, por isso convêm levar uma meias…
Para as pessoas que não conhecem esta tradição, eles fornecem uma espécie de tecido para que as pessoas cubram a parte do corpo que está descoberta e para todos eles fornecem um saco plástico para colocar os sapatos e uma espécie de meia parecendo aquelas de cirurgia ou de aeroporto, que a gente usa para entrar na mesquita.
Eu e minha colega andamos sempre com uma encharpe na mala, porquê poderíamos encontrar alguma mesquita no caminho e querer entrara para visitar, e apesar das mesquitas mais turísticas emprestar um lenço, nos achamos melhor ter uma encharpe sempre connosco.
As mulheres também precisam usar algo que cubra as pernas, e que seja abaixo do joelho, e os homens precisam usar calça. Na Mesquita Azul, eles pedem para eu usar uma saia que eles oferecem, como fiz um estudo sobre Istambul, levei roupa adequada a todos os lugares, calças largas e blusas de manga comprida e encharpes, nada que mostrasse ou evidenciasse o corpo. Não se pode usar leggins, pois desenha o corpo e não é permitido.
A visita é grátis, fica aberta todos os dias, no entanto próximo do horário das orações, fica fechada para os turistas, apenas os muçulmanos podem entrar.
Melhores horários para visitar a Mesquita Azul
As orações não tem horários fixos, e mudam de acordo com os movimentos e posição da Terra e a época do ano, se o dia é mais longo ou não, mas é bem mais simples do que parece : Há uma chamada para oração ao raiar do dia, uma ao meio dia (que varia de acordo com a duração do dia) uma á tarde, uma ao pôr do sol e uma quando anoitece.
Santa Sofia – Hagia Sophie

A Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia, Agia Sophia, que significa “Sagrada Sabedoria”, é um imponente edifício construído, entre 532 e 537 pelo Império Bizantino, sendo a catedral de Constantinopla (atualmente Istambul). Desde a data em que foi edificada, em 537, até 1453, serviu nesta função, com exceção do período entre 1204 e 1261, quando foi convertida para uma catedral católica romana durante o Patriarcado Latino de Constantinopla ,que se seguiu ao saque da capital imperial pela Quarta Cruzada. O edifício foi uma mesquita entre 29 de maio de 1453 e 1931. Reabriu como um museu em 1 de fevereiro de 1935, por decreto do 1º presidente da Turquia.

A igreja foi dedicada ao Logos, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, com a festa de dedicação tendo sido realizada em 25 de dezembro, a data em que se comemora o Nascimento de Jesus, a encarnação do Logos em Cristo. Embora ela seja chamada de “Santa Sofia” (como se tivesse sido dedicada em homenagem a Santa Sofia), sophia é a transliteração fonética em latim da palavra grega para “sabedoria” — o nome completo da igreja em grego é Ναός της Αγίας του Θεού Σοφίας, “Igreja da Santa Sabedoria de Deus”. Famosa principalmente por sua enorme cúpula (ou domo), ela é considerada a epítome da arquitetura bizantina e é tida como tendo “mudado a história da arquitetura”. Ela foi a maior catedral do mundo por quase mil anos, até que a Catedral de Sevilha fosse completada em 1520. O edifício atual foi construído originalmente como uma igreja entre 532 e 537 por ordem do imperador bizantino Justiniano I e foi a terceira igreja de Santa Sofia a ocupar o local, as duas anteriores tendo sido destruídas em revoltas civis. Ela foi projetada pelos cientistas gregos Isidoro de Mileto, um médico, e Antêmio de Trales, um matemático. A igreja continha uma grande coleção de relíquias e tinha, entre outras coisas, uma iconóstase de 15 metros de altura em prata. Ela era a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e o ponto central da Igreja Ortodoxa por quase mil anos. Foi ali que o Cardeal Humberto, em 1054, excomungou o patriarca Miguel I Cerulário, iniciando o Grande Cisma do Oriente, que perdura até hoje.
Em 1453, Constantinopla foi conquistada pelo Império Otomano sob o sultão Maomé II, o Conquistador, que subsequentemente ordenou que o edifício fosse convertido numa mesquita. Os sinos, o altar, a iconóstase e os vasos sagrados foram removidos e diversos mosaicos foram cobertos por emplastro e só foram restaurados em 1931 na conversão da igreja , a um museu secular. Diversas características islâmicas — como o mirabe, o mimbar e os quatro minaretes — foram adicionados durante esse período. Ela permaneceu como mesquita até 1931, quando Kemal Atatürk, o 1º presidente da Turquia actual, ordenou que ela fosse secularizada. Permaneceu fechada ao público por quatro anos e reabriu em 1935 já como um museu da recém-criada República da Turquia. Não obstante, os mosaicos coloridos remanesceram emplastrados na maior parte, e o edifício deteriorou-se. Uma missão da UNESCO em 1993 notou a queda do emplastro, revestimentos de mármore sujos, janelas quebradas, pinturas decorativas danificadas pela humidade e falta de manutenção na ligação da cobertura. Desde então a limpeza, a cobertura e a restauração têm sido empreendidas. Os excepcionais mosaicos do soalho e da parede que estavam cimentados desde 1453, estão agora a ser escavados e recriados gradualmente.
Por quase 500 anos, a principal mesquita de Istambul, Santa Sofia serviu como modelo para diversas mesquitas otomanas, principalmente a chamada Mesquita Azul, que fica em frente a Santa Sofia, a Mesquita Şehzade, a Mesquita Süleymaniye, a Mesquita de Rüstem Pasha e a Mesquita de Kılıç Ali Paşa.
A visita a este monumento, revela-nos o efeito do encontro de culturas e religiões. É muito emocionante, ver o vazio da antiga igreja cristã ortodoxa, com os mosaicos, cravados nas paredes, mas mais nada, a não ser a imponente arquitetura do edifício, primeiro ornamentado por cristãos e depois sacado por muçulmanos – apenas existem inscrições arábicas. No exterior do edifício, existem muitas colunas caídas, do período grego e romano.
Jantar no Rio Bósforo

O Bósforo (em turco: İstanbul Boğazı, em grego antigo: Βόσπορος) é um estreito que liga o mar Negro ao mar de Mármara e marca o limite dos dois continentes asiático e europeu na Turquia. Tem um comprimento de aproximadamente 30 km e uma largura de 550 a 3000 m. A profundidade varia de 36 a 124 m no meio do estreito.

Este nome significa “passagem do boi”, e refere-se à história de Io, jovem amada por Zeus, transformada por ele em boi, e perseguida por uma mosca sugadora de sangue enviada por Hera, que ficou ciumenta ao saber que Zeus amava outras pessoas. As margens do estreito são densamente povoadas, como exemplifica a cidade de Istambul.

Duas pontes atravessam o estreito de Bósforo. A primeira, Ponte do Bósforo, tem 1074 m e foi terminada em 1973. A segunda, Ponte Fatih Sultão Mehmet, tem 1090 m e foi terminada em 1988, mais ou menos a 5 km ao norte da primeira ponte. Marmaray, um túnel ferroviário de 13,7 km foi inaugurado em 29 de outubro de 2013. Aproximadamente 1400 m de túnel passam sob o estreito, a uma profundidade de 55 m.
Palácio de Topkapı

O Palácio de Topkapı (em turco: Topkapı Sarayı) localiza-se na parte clássica europeia da cidade de Istambul. Topkapı significa “porta do canhão”. Foi construído por Maomé II, o Conquistador, logo após a conquista de Constantinopla, em 1453, e foi a residência dos sultões durante quatro séculos.Atualmente o Palácio é dividido em várias salas de exposição com objetos de ouro (tronos, xícaras, talheres, berços, jóias diversas cravadas em pedras preciosas), prata, cerâmica, miniaturas, roupas e relíquias sagradas para os muçulmanos, como os pelos da barba e a marca do pé do profeta Maomé.

Ficamos maravilhados com a visita a este palácio, pois fica localizado estrategicamente sobre o Corno de Ouro, permitindo uma vista maravilhosa sobre a restante cidade. Imagina-se como seria a vida dentro deste Palácio, pois era o centro do poder dos Sultões. Para visitar a zona do Harém, é necessário um segundo pagamento.

Grande Bazar
O Grande Bazar, também chamado Bazar Coberto ou Mercado Coberto, é provavelmente o maior e dos mais antigos mercados cobertos do mundo, situado no bairro histórico de Eminönü, distrito de Fatih, da cidade de Istambul. Aberto em 1461, é muito conhecido principalmente pela joalharia, cerâmica, especiarias e tapetes. Tem mais de 60 ruas cobertas e centenas ou milhares de lojas (1200 segundo uns, mais de 4000 segundo outros), é frequentado por 250 000 a 400 000 pessoas diariamente. Calcula-se que cerca de 20 000 aí trabalhem. A maior parte das lojas está agrupada por tipos de mercadorias, havendo áreas especiais para produtos de pele, joalharia de ouro, etc. O bazar situa-se na parte mais alta duma grande área comercial que ocupa a encosta sul do Corno de Ouro, onde no passado atracavam os navios que abasteciam Istambul. O mercado ocupa o espaço entre as mesquitas Nuruosmaniye e de Bajazeto II, próximo da Divanyolu, a avenida principal da cidade antiga desde os tempos da Constantinopla romana, que constituía o início da estrada que atravessava o centro da península ocupada pela cidade mais antiga e a ligava com Adrianópolis, a atual Edirne.

O núcleo central do Grande Bazar são dois bedestens (edifícios destinados a comercializar e armazenar mercadorias, especialmente aquelas de maior valor, que requerem mais segurança). São construções com as paredes em alvenaria de cascalho, pilares em pedra e abóbadas e arcadas em tijolo, as quais são ligadas por traves. As portas são em ferro e ornamentadas com pregos.
O bedesten mais antigo, chamado Eski Bedesten (Bedesten Antigo), Bedestan-i Atik, Cevahir Bedesteni (Bedesten dos Joalheiros), ou İç Bedesten (Bedesten Interior) está situado no centro da parte coberta. Consiste em 44 celas de alvenaria (mahzen) que rodeiam um pátio retangular que mede 45,3 por 29,4 metros. O conjunto é coberto com três filas de cinco abóbada cada uma. Duas filas de oito pilares suportam o teto, que é coroado por pequenas cúpulas no exterior. Encostadas às paredes exteriores desta estrutura há 56 lojas a toda a volta. A maior parte das ruas do bazar estão alinhadas com as paredes deste bedesten. No centro de cada fachada há um portão e cada um deles sai uma rua. O interior é iluminado por janelas na parte superior das paredes, as quais estão ligadas por passarelas elevadas feitas em madeira.
No Eski Bedesteni as atividades principais eram o comércio de jóias e os leilões de escravos. O comércio de escravos foi ilegalizado em 1847. Além disso, o bedesten era também usado pelos mercadores do bazar como depósito seguro de dinheiro e mercadorias mais valiosas. Atualmente o piso térreo está ocupado por inúmeras pequenas lojas de madeira.

O segundo bedesten, “Novo”, “Pequeno” ou “das Sandálias” (em turco: Yeni Bedesten, Bedestan-i Cedid, Küçük Bedesten ou Bezzaziye-i Sugra), situa-se a sudeste do primeiro, junto aos limites exteriores e à Mesquita Nuruosmaniye. É um recinto retangular murado com 38,8 por 32 metros, coberto por quatro filas de cinco pequenas cúpulas que são suportadas por doze pilares. A entrada faz-se por quatro portas no centro de cada fachada.
Os bedestens ocupam apenas uma pequena parte do gigantesco mercado, onde além de muitas centenas de lojas e pequenas oficinas de artesãos (hans) existem cafés, restaurantes, pequenas mesquitas (mescit), fontes, bancos, uma estação de correios, uma posto médico e uma esquadra de polícia.
O Grande Bazar funcionava como um mercado abastecedor (de distribuição), por ele passando a maior parte das mercadorias antes de serem distribuídas por outros mercados da cidade ou chegarem às oficinas de artesãos, muitas das quais situadas também elas no Grande Bazar. O nome das ruas do mercado correspondem às atividades que aí se desenvolviam, quer fossem de manufatura ou apenas de comércio. Atualmente o bazar tem os mesmos limites que em 1894, quando decorreram grandes obras de restauro e reestruturação, existindo 61 ruas numa área total de 30,7 ha.
O recinto do Grande Bazar tem quatro entradas, uma em cada um dos extremos das ruas principais, a orientada a norte-sul, a Yağlıkçılar (dos fabricantes de lamparinas), e a orientada a leste-oeste, a Kalpakçılar (dos chapeleiros de pele), as quais se cruzam perto da esquina sudoeste. A Kalpakçılar liga as mesquitas Nuruosmaniye e de Bajazeto II. Em cada uma das entradas exteriores há um grande portão de ferro. Estes portões eram fechados fora das horas de serviço e o local era guardado por pessoal contratado pela guilda que administrava o bazar. Ruínas bizantinas dentro do Grande Bazar.
Embora se saiba que a antiga Constantinopla tinha um grande mercado com uma estrutura semelhante ao Grande Bazar otomano, isto é, um espaço misto de comércio e pequena indústria, mas não se sabe onde ele se situava. Também não se sabe o que existiria no lugar antes da reconstrução otomana.
O Eski Bedesten foi construído entre 1455 e 1461 por ordem do sultão Maomé II, o Conquistador, pouco depois de ter conquistado a cidade. Como era usual com muitos mercados otomanos, parte das taxas cobradas sobre o comércio destinavam-se a gerar receitas para uma mesquita, que no caso do Grande Bazar era a recém convertida Santa Sofia. Além de angariar fundos para a mesquita, Maomé pretendia reavivar o comércio na cidade conquistada.
O mercado expandiu-se rapidamente à volta do primeiro bedesten, estimando-se que no final do reinado de Maomé II, em 1481, já ocuparia cerca de um terço da área que ocupa atualmente.N o século XVI, durante o reinado de Solimão, o Magnífico, o mercado foi bastante aumentado.
Como o resto da cidade, o Grande Bazar foi fustigado por vários incêndios e terramotos ao longo da sua existência, após o que era reconstruído e expandido de uma forma algo caótica. Os mercados à volta dos bedestens foram destruídos por fogos em 1546, 1589 e 1618. Em 1652 houve um incêndio no Eski Bedesten e em 1660, um enorme incêndio destruíu praticamente toda a cidade. Em 1695 e 1701 voltaram a ocorrer incêndios no Eski Bedesten, após o qual as coberturas em madeira das ruas vizinhas foram substituídas por alvenaria. Em 1750 houve outro incêndio, o qual foi seguido de uma pilhagem dos janízaros, as tropas de elite imperiais otomanas. Em 1766 houve um terramoto e em 1791 e 1826 houve novamente fogos. Um terramoto em 1894 danificou as estruturas e coberturas, após o que o ministro das Obras Públicas do sultão Abdulamide II, Mahmud Celaleddin Paşa, dirigiu uma grande reestruturação do Grande Bazar, reduzindo-lhe a área coberta removendo arcadas, isolando os núcleos de oficinas e instalando portões ao longo das ruas principais. Além disso, a estrutura foi reforçada com ferro e as arcadas foram decoradas com arabescos. Em 1954 houve outro terramoto que obrigou a mais restauros. O interior foi completamente repintado em 1980.
Embora a estrutura do bazar se mantenha como antigamente, a sua função, o modo como é gerido, a natureza do comércio aí desenvolvido e a arquitetura dos interiores mudaram significativamente a partir da segunda metade do século XIX. Na década de 1960, as mudanças na indústria e economia da Turquia, bem como na demografia de Istambul, determinaram a substituição da maior parte das oficinas tradicionais de artesanato por lojas de tipo ocidental e para turistas, as quais constituem atualmente o maior negócio do lugar. As lojas tradicionais tinham mostruários abertos, separados por cortinas ou finos tabiques de madeira e eram fechados à noite com persianas verticais. Atualmente, muitas lojas são fechadas com portas e montras de vidro iluminadas. A gestão, que antes era feita por uma guilda (em turco: longa), que tinha a seu cargo não só a manutenção dos espaços, mas também o controlo apertado da concorrência e preços, é atualmente feito de forma algo deficiente por uma série de associações de lojistas.
Cisterna da Basilica – Yerebatan Saray

A Cisterna de Basílica (em turco: Yerebatan Sarnıcı ou Yerebatan Sarayı [cisterna ou palácio subterrâneo ou afundado], em grego: Βασιλικὴ κινστέρνη, transl.: Basiliké kinsterné), é a maior das dezenas ou centenas de cisternas construídas em Istambul durante a época bizantina e se encontra perto da Basílica de Santa Sofia. Construída em poucos meses, no ano 532, utilizando 336 colunas romanas procedentes de templos pagãos da Anatólia, a maioria de ordem coríntia. Ocupa uma área de 10 000 m²,tem 8 metros de altura e capacidade para 30 milhões de litros. Foi utilizada até finais do século XIV como cisterna de água e a meados do século XIX foi restaurada depois de ser usada como armazém de madeira. A cisterna foi construída para evitar a vulnerabilidade que significava para a cidade que durante um assédio fosse destruído o Aqueduto de Valente. A cisterna foi usada como cenário para o filme de James Bond, em From Russia with Love.

Foi uma visita emocionante, pois retrata a maneira habilidosa como os biazantinos armazenavam a agua e a redistribuiam pela cidade. À saída da visita fizemos uma sessão fotográfica com vestimentas e cenário otomano.

Bazar das Especiarias
O Mercado ou Bazar das Especiarias, ou Bazar Egípcio (em turco: Mısır Çarşısı ) é um dos bazares mais antigos e maiores da cidade turca de Istambul, apenas sendo ultrapassado em dimensões pelo Grande Bazar. Está situado no bairro de Eminönü, distrito de Fatih, junto à Mesquita Yeni, da desembocadura do Corno de Ouro, da Ponte de Gálata e próximo da Estação de Sirkeci.

Diversos documentos sugerem que o nome original do mercado era “Novo Bazar”. No entanto, devido ao facto das especiarias estarem entre as mercadorias mais transacionadas no bazar e a maior parte delas serem importadas via Egipto, o termo “Bazar Egípcio” ganhou popularidade. O termo turco mısır, semelhante ao nome do Egipto em árabe(misr), tanto pode significar “Egipto” como milho, o que leva a que por vezes o nome seja erroneamente traduzido como Bazar do Milho. Desde a sua criação que o bazar foi (e ainda é) o principal centro de venda de especiarias em Istambul.
O edifício faz parte do külliye (complexo) da Mesquita Yeni e as rendas das lojas destinavam-se a pagar as despesas do complexo. A estrutura foi projetada pelo arquiteto-chefe da corte otomana Koca Kasım Ağa, discípulo de Mimar Sinan, mas foi completada por um arquiteto de nome Mustafa em 1660.
Aqui efetuamos algumas compras – especiarias e outras coisas para oferta- por preços convidativos.
Pôr do sol na Ponte velha ou Ponte Galata

Saindo do Bazar Egípcio, no final da tarde, ainda tem a vantagem de ver o pôr-do-sol. Como sou apaixonada pela imagem do pôr-do-sol, e principalmente em Istambul, tiramos muitas fotos tendo como pano de fundo os minaretes das mesquitas. Vale mesmo a passear na ponte, e ficar vendo a cidade velha de Istambul, vendo o pôr-do-sol por detrás das mesquitas. Ainda pude observar algumas noivas a tirar as suas fotos no pôr-do-sol.
Banhos Turcos
Os banhos turcos são a versão otomana das termas romanas. São um lugar criado para combinar a limpeza do corpo e o relaxamento, embora também tenha uma função social e cultural.Etimologicamente, a palavra Hammam (o nome em árabe) significa “que expulsa calor”, Atualmente, e dependendo do dialeto, Hammam equivale a banho.Durante o século XVIII, Istambul chegou a ter mais de 150 banhos, muitos deles construídos pelo arquiteto Sinan. Um banho turco tradicional é uma variante mais úmida da sauna e se divide em várias partes: Átrio, Frio, Moderado e Quente. O interior dos banhos é decorado com mármore por ser um material que conserva muito bem o calor. Na maior parte dos banhos de Istambul, o ingresso inclui uma lavagem esfoliante e diferentes massagens. Avisamos que as massagens turcas são bastante fortes e podem lembrar a massagem tailandesa.
Como não podia ser diferente, em Istambul há centenas de hammams. A maioria são banhos turcos tradicionais, embora tenham surgido spas com um estilo mais ocidental. Como está no coração antiga Constantinopla, achamos que você deve provar um banho tradicional. Entre as infinitas opções, podemos recomendar o Aga Hamami, situado muito perto da Praça de Taksim.Os horários sempre vão variar de acordo com a época do ano, já que no inverno os dias são mais curtos e no verão os dias mais longos, mas mesmo na rua dá para você saber quando não ir já que há sempre uma mesquita por perto e é impossível não ouvir o chamado para a oração.
Banho turco, o que é?
Grosseiramente falando, o banho turco é um parente próximo da sauna e do banho romano, com a grande diferença é que na sauna finlandesa o vapor é seco, e no banho turco e húmido, aliás muito húmido e menos quente, e que termina com uma esfoliação bem intensa do corpo para retirar todas as células mortas e um banho de espuma.
Os extras variam um pouco de lugar para lugar, mas o serviço é basicamente o mesmo. A gente pode não estar acostumado, mas hamam é um lugar de socialização, lugar de interagir e conhecer outras pessoas, aliás na época do Império Otomano era muito comum a sultana-mãe ir sondar e conhecer pretendentes para o filho no hamam.
Tipos de pacote
Geralmente há vários pacotes quando se vai ao hamam, tem desde os mais simples que inclui apenas a entrada e o banho turco a pessoa mesmo faz, até pacotes mais sofisticados que incluem massagem, tratamento de pele etc…Quer um conselho? Nunca pegue o self service, porque nunca vai consegui experimentar um real banho turco se não tiver nas mãos de um turco do hamam!
Escolhido o pacote, geralmente nós vamos para um vestiário trocar-nos, eles dão o peştemal que é uma toalha típica e é nessa toalha que nós nos enrolamos. Homens e mulheres ficam separados, e homem é cuidado por homem e mulher por mulher, e essa é a regra.

O que vestir no banho turco
Sobre a roupa, a depender do lugar, eles dão uma calcinha descartável, mas eu sempre vou de biquíni, embora a moça sempre me peça para tirar a parte de cima (regras são regras!) então se você tiver biquini, vista a parte de baixo e já vá ciente que vão pedir para tirar a parte de cima durante o banho turco ( que é sempre feito por alguém do mesmo sexo.
Então enrolada na toalha, a pessoa vai para uma sala mais ou menos como que mostro nas imagens, com um pé direito super alto e luz natural que entra pela cúpula, tem varias pias com torneiras com água quente e fria e a ordem é se molhar e relaxar deitado na pedra de mármore e ficar lá por algum tempo, o ideal é você ir se molhando e ficar lá por pelo menos uns quinze minutos, mas isso pode demorar mais ou menos se tiver muitas pessoas para atender.
Depois vai-se para outra sala que é como uma sauna mesmo, lá dentro é bem quente, mas menos quente que uma sauna e bem húmido, a fica-se lá relaxando por algum tempo até que chega a parte mais importante.
Quando o banho turco começa
Agora chega a parte que o funcionário vai ficar com connosco , mulheres são cuidadas por mulheres e homens por homens. Elas começam a jogar água, e quando eu digo jogar, é JOGAR mesmo, arremessar ou qualquer outra coisa assim forte mesmo, tipo guerra de água de verdade!
A massagista traz uma luva especial e começa a esfoliar todo o corpo, tudo! Pescoço, orelha, dedo do pé, absolutamente nada passa despercebido, e é o momento da vergonha porquê sai uma quantidade absurda de células mortas e pele, não importa se você toma 5 banhos por dia e usa esfoliante todos os dias, vai sair muita pele morta!
Esfrega durante o banho Turco
Depois de perder quase 1kg de células mortas, vem a parte da massagem com espuma, a massagista vai molhar uma espécie de toalha e fazer malabarismos com a toalha e a toalha vai soltando espuma, muito bonito de se ver, e essa espuma ela vai espalhando pelo seu corpo e massageando tudo.
Depois no final vão alternando de água, quente, fria, morna e enrolam-te na toalhinha e fazem um turbante no cabelo e termina aqui o banho turco! Geralmente dizem para voltar a sala com o mármore central e ficar lá relaxando o quanto puder, vivenciando por mais um pouco experiência.
Banho turco e a tradição
De modo geral, o banho turco em hamam histórico é muito mais autêntico e simples, enquanto o hamam de hotéis são um pouco mais ocidentalizados e mais luxuosos. Eu sempre prefiro a atração mais autêntica e o máximo de cultura local que puder, mas isso fica a critério de cada um, afinal é uma experiência um tanto diferente mesmo.
Ahhh, as vezes temos impressão que o hamam é meio como uma linha de produção, o que termina perdendo um pouco do encanto do banho turco, principalmente se for num hamam lotado, então por esse motivo é sempre preferível ir nos horários mais vazios, e pelo que eu li os horários de pico são sempre no final da tarde e há noite, é sempre preferível reservar uma manhã ou começo de tarde para ir no hamam tomar meu banho turco.
Onde fazer um banho turco em Istambul
Em Istambul, há uma enorme variedade de banho turcos, e alguns hammam que existem faz séculos! Um dos mais populares é o Çemberlitas, que existe a quase 500 anos. Outro que eu também recomendo é o Kiliç Ali Pasa hamaz.
Alimentação
A Turquia é país onde todos os sabores guardam muita identidade com uma cozinha rica em vegetais, carnes e massas que compõem pratos salgados e doces turcos de comer e chorar por mais. Outros saem fora dos nossos costumes. As bebidas quentes e frias são bem originais. No final nas refeições toma-se sempre o chá turco. Assim como as outras facetas do país, a culinária turca é uma mistura de sabores da Ásia e da Europa ou não fosse Istambul a cidade que fica entre dois continentes: a Turquia apresenta verdadeiramente comida deliciosa, dona de receitas exóticas e sabores insubstituíveis.
-
Sandes de sardinha debaixo da ponte Galata

-
kolefer

-
Café turco

-
Carnes variadas (borrego, frango, peru, porco…) polvilhadas com várias especiarias, acompanhadas de tomate e pimentos assados

-
Simit

-
Gelado Turco feito com leite de cabra

-
Pizza Turca

-
Frutas frescas

-
Sumo de Romã

-
Chá Turco

-
Baclava

-
Doces de massa folhada, cobertos com nozes, pistacho, amêndoas…

-
Pão Turco

-
Su Böreği

Usei o meu cartão revolut para fazer as compras, o que me facilitou muito, não precisei de trocar Euros por Liras, e não tive de pagar taxas de Câmbio, é fácil falem comigo quero envio os dados por msg privada. Este cartão eu utilizo sempre nas minhas viagens, é mais difícil de colocar, porque é um cartão pre pago no imediato.
Espero que tenham gostado e que tenha sido útil mais uma experiência da minha vida.




































