Uma Viagem pelo Alentejo

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1967

Este ano viajei para a terra da minha família, este é um ano de Covid 19, e a escolha foi um lugar seguro para mim para a minha família. Remei para o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina que abrange o litoral sudoeste de Portugal Continental. No sul do litoral alentejano e no barlavento algarvio, escolhi as seguintes praias para visitar, e saborear as minhas férias em família.

Praia do Malhão

Praia do Malhão

A Praia do Malhão foi, durante os últimos meses, alvo de uma requalificação que teve como objetivo, segundo a Polis, melhorar a qualidade dos acessos, mas também tentar proteger os recursos existentes, colocando ordem no estacionamento. A praia do Malhão é uma praia com um areal muito extenso ficando localizada a cerca de 5 quilómetros a norte de Vila Nova da Milfontes. Para mim é uma das mais bonitas.

Praia do Almograve

Praia do Almograve

Com duas partes muito distintas entre si, a praia do Almograve é uma das praias mais bonitas da Costa Alentejana. De um lado, a praia de rochas e arribas de xisto, do outro, a praia de areia encostada às dunas. 
Infra-estruturas e apoios: 
Instalações sanitárias, restaurante, praia vigiada, duches, telefone, acesso a deficientes, pesca desportiva, boas condições para a prática do bodyboard e do surf. Tem uma estrada que contorna a praia com três acessos e bom estacionamento.

Vila Nova de Mil Fontes

Praia de Vila Nova de Mil Fontes

Vila Nova de Milfontes é uma localidade turística do município de Odemira, região do Alentejo, que se encontra integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano, que se prolonga para lá do Cabo de São Vicente, preservando uma das paisagens menos alteradas da Europa, composto por uma costa agreste de falésias. Esta bonita vila de férias encontra-se junto à foz do Mira, junto a grandes extensões de areia. Durante o verão enche-se de actividade com bares e discotecas animados.

Zambujeira do Mar

Praia da Zambujeira

Integrada no Parque Natural da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano, a Praia da Zambujeira do Mar está rodeada por falésias altas, de onde se pode apreciar um deslumbrante panorama sobre o oceano. Banhada por um mar de ondulação forte, com boas condições para a prática de surf e bodyboard, a praia está situada junto à povoação da Zambujeira do Mar, com acesso direto. 

Muito concorrida durante o verão, esta região regista uma enorme afluência de jovens que no 1º fim de semana de agosto vêm assistir ao Festival do Sudoeste, um dos mais importantes festivais de música de Portugal. Este ano não se realizou devido ao COVID 19.

Por causa do COVID-19, acordamos cedo e viemos dar o nosso mergulho às 8h da manhã, por volta das 10h da manhã a praia enche muito, e fica desconfortável, estar rodeada de tantas pessoas. Em período de COVID 19 temos de nos proteger.

Praia de Odeceixe

A praia de Odeceixe é composta por uma extensa língua de areia e protegida por altas falésias, tanto a norte como a sul, é um dos clássicos da zona. Banhada, de um lado, pela Ribeira de Odeceixe e do outro pelo mar. Durante a maré baixa formam-se pequenas lagoas no areal.

A praia também foi reconhecida como uma das 7 Maravilhas de Portugal na categoria de Praia de Arribas, em setembro de 2012.

A forte ondulação que atingiu a costa portuguesa, em 27 de outubro de 2015, provocou danos considerados “irreparáveis” na Praia de Odeceixe

A vila de Odeceixe outrora também conhecida como “Aldeia entre o mar e a serra” é o primeiro aglomerado urbano do Algarve. Aqui termina o Alentejo e começa o Algarve, de um lado do rio temos o Algarve do outro temos o Alentejo. Atribuindo-se o seu nascimento a épocas remotas, terão passado por Odeceixe e permanecido vários povos. No entanto a sua fundação é atribuída aos mouros que ocupavam o sul da Península Ibérica e a actual província do Algarve que na altura constituía parte do seu reino. A existência do rio terá sido um factor determinante para a sua fixação se tivermos em conta, que a água é um elemento primordial para a sobrevivência.

Um grande e bonita praia com uma grande ribeira a contorna-la, a Ribeira de Seixe. Na baixa-mar pode andar umas largas dezenas de metros a pé; para Sul há uma segunda enseada, e outra unicamente acessível na maré baixa, a chamada Praia das Adegas. Excelentes condições para a canoagem e para passeios de barco na ribeira.

Praia Vale dos Homens

A Praia de Vale dos Homens situa-se perto da localidade de Rogil, sede de freguesia. Uma verdadeira pérola de beleza natural e de completa tranquilidade. Delimitada por altas arribas de xisto, é uma praia ampla, uma excelente opção para quem prefere o sossego e o isolamento, ideal para os amantes da natureza. O cheiro a esteva é aqui intenso e a partir da praia é possível subir, durante algumas dezenas de metros, o Barranco de Vale dos Homens, vale rasgado na rocha com uma pequena e límpida linha de água.  Para chegarmos a praia temos uma escadaria de 240 degraus, numa escadaria de madeira. A disposição dos rochedos no mar propicia banhos tranquilos na baixa-mar, assim como a observação de poças de maré, habitat temporário de pequenos peixes costeiros, como sargos, robalos ou linguados juvenis e diversos organismos marinhos, como anémonas, mexilhões, lapas, burriés, ouriços-do-mar, estrelas-do-mar, camarões ou caranguejos. O acesso ao areal faz-se através de uma enorme escadaria em madeira, que proporciona, ao mesmo tempo, uma vista fantástica sobre esta praia.

Praia do Carvalhal

Praia do Carvalhal

Situada a poucos quilómetros da Zambujeira do Mar, com acesso por uma estrada secundária, antes de terra batida, a sul desta localidade, a Praia do Carvalhal é bastante concorrida durante o verão. Convém ir cedo, não é permitido levar animais. Fácil estacionamento.

Integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina que é considerado o troço de litoral europeu melhor preservado, esta praia possui um areal espaçoso mas pouco extenso, limitado por altas falésias e banhado pelo mar de ondulação forte com boas condições para a prática de surf.

Passeio de Barco pelo rio Mira

Para além da faixa costeira e da zona submarina de 2 km a partir da costa, o parque inclui o vale do rio Mira desde a foz até à vila de Odemira. Fizemos a subida do rio até à Casa Branca.
Se gostar de passeios de barco também poderá fazer um a partir de Vila Nova de Milfontes, na Foz do rio Mira, um dos rios menos poluídos da Europa, em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A empresa River Emotions dispõe de 5 percursos diferentes (incluindo uma subida no Rio Mira até Odemira), permitindo apreciar as paisagens e a tranquilidade do Mira, assim como a fauna e a flora envolventes.

O Rio Mira – surpreendeu-me muito pela positiva

Na área do parque encontram-se diversos tipos de paisagens e habitats naturais e semi-naturais, tais como arribas e falésias abruptas e recortadas, praias, várias ilhotas e recifes (incluindo a ilha do Pessegueiro e um invulgar recife de coral na Carrapateira), o estuáriodo Mira, o cabo Sardão, o promontório de Sagres e Cabo de São Vicente, sistemas dunares, charnecas, sapais, estepes salgadas, lagoas temporárias, barrancos (vales encaixados com densa cobertura vegetal), etc. As altitudes máximas são: 324 m, no interior (em São Domingos, Odemira); e 156 m, no litoral (em Torre de Aspa, Vila do Bispo). A profundidade máxima é 32 m, 2 km ao largo do Pontal da Carrapateira (Aljezur).

O clima é mediterrânico, mas com forte influência marítima. As temperaturas mantêm-se amenas todo o ano excepto em períodos de ventos de levante, quando estas podem subir ou descer vertiginosamente.

O regime de ventos é um importante factor no clima da região. Os ventos dominantes são os do quadrante norte. Por vezes ocorrem ventos de sudoeste, principalmente no inverno, enquanto os de levante ocorrem com baixa incidência o ano todo. Nas tardes de verão são comuns brisas marítimas intensas e carregadas de humidade.

A água do mar é muito rica em biodiversidade e pura mas também fresca, dado o frequente upwelling, com a temperatura variando entre os 14/15º em fevereiro e os 20/21º em setembro

A flora do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina distribui-se por três tipos de ambientes geomorfológicos:

  • barrocal ocidental, no planalto vicentino a sul, com vegetação típica de solos calcários, numa zona de clima seco e quente;
  • planalto litoral, com vegetação mais diversificada, nas dunas, charnecas e áreas alagadiças.
  • serras litorais e barrancos, mais frescos e humidos, com densa vegetação arbórea e arbustiva ladeando as ribeiras.

Ao longo do parque ocorre uma mistura de vegetação mediterrânica, norte-atlântica e africana, com predominância para a primeira. Há cerca de 750 espécies, das quais mais de 100 são endémicas, raras ou localizadas; 12 não existem em mais nenhum local do mundo. Na área do parque encontram-se espécies consideradas vulneráveis em Portugal, assim como também diversas espécies protegidas na Europa.

A espécies arbóreas na área do parque dividem-se em componentes classificadas como naturais e artificiais. As primeiras são dominadas por quercíneas, como o sobreiro(Quercus suber) e o carvalho cerquinho (Quercus faginea), em especial nos barrancos. O medronheiro (Arbutus unedo L.) também é característico desta zona. Esta é uma zona de muita plantação de eucaliptos, com grande impacto na economia Portuguesa, principalmente na matéria prima para a produção de papel.

Atualmente, estas terras estão cheias de estufas de vários produtos agrícolas, que são exportados para toda a Europa, daí encontrarmos muitas pessoas vindas do Nepal, Tailândia, Índia… são pessoas contratadas para trabalhar na agricultura. Encontramos poucas casas para alugar, e para passarmos férias; os turistas vão para Hoteis de turismo rural. Temos alguns com muita qualidade mas com preços muito elevados.

Muitos dos passeios são feitos a pé de bicicleta ou jipe, nidificação em falésias e arribas marítimas é uma característica da área do parque, ao longo dos passeios pudemos visitar muitas das aves desta região com destaque para a cegonha-branca, o falcão-peregrino e a gralha-de-bico-vermelho, perdizes. É único local do mundo em que as cegonhas nidificam nos rochedos marítimos.

Presença de turistas

A população residente é cerca de 24 mil pessoas. Os visitantes, em pelo menos algumas zonas do parque, são cerca de 2,8 milhões por ano.

A área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina engloba várias vilas e aldeias. Ao longo dos séculos a população dedicou-se à pesca e à agricultura e pecuária, mas o turismo é uma actividade cada vez mais importante, nomeadamente em locais como Porto Covo e Vila Nova de Milfontes e em toda a costa algarvia do parque. O setor industrial é praticamente inexistente.

As principais atividades turísticas são: pedestrianismo, orientação, escalada, parapente, hipismo, canoagem, surfwindsurf, mergulho e BTT.

Algumas povoações e sítios do parque têm grande interesse histórico e cultural, com diversos monumentos nacionais e imóveis classificados de interesse público, com especial destaque para a área de Sagres e Cabo de São Vicente.

As principais ameaças à biodiversidade do parque são as estufas e plantações de relva na zona litoral, e no interior as plantações de eucalipto. É ainda de notar que a grande atividade industrial em Sines, e o alargamento do seu porto, influenciam também a qualidade do ar e da água da zona.

A Rota Vicentina

Rota Vicentina – Associação para a Promoção do Turismo de Natureza na Costa Alentejana e Vicentina, é uma Associação sem fins lucrativos que, desde 2013, se assume como entidade responsável pela gestão, integração, estímulo, desenvolvimento e promoção dos trilhos pedestres da Rota Vicentina, inseridos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, assim como da oferta turística associada ao produto turístico que a Rota Vicentina representa. 

A beleza da paisagem, o património natural, histórico e cultural, os recursos turísticos e a natureza pública dos caminhos, foram os principais critérios seguidos no processo de escolha do traçado, composto por caminhos existentes e formado pelo Caminhvo Histórico, Trilho dos Pescadores e vários Percursos Circulares, itinerários que se complementam revelando a verdadeira essência do Sudoeste de Portugal. 

Em 2019, a Rota Vicentina expandiu a sua oferta contando também com um sistema de mais de 1000 km de Percursos de BTT, um traçado de Touring Bike que une os aeroportos de Lisboa e Faro, e diversas actividades de Natureza, Cultura e Bem-Estar.

Feijoada de búzios


Gastronomia

No concelho de Odemira, encontramos vários restaurantes junto da Costa Alentejana que proporciona o melhor de dois mundos – campo e o oceano –, onde os produtos que o mar da costa alentejana dá, chegam à mesa em barcos, sempre frescos, e são alvo de muita procura, em particular nos meses de verão. Onde pudemos encontrar vários cardápios de amêijoas â Bulhão Pato, salada de polvo, camarão são algumas das propostas que enriquecem a gastronomia alentejana. O mar traz para a nossa mesa Mexilhões, perceves, amêijoas, ostras do rio Mira, navalheiras, camarão tigre e sapateira integram a fama dos jantares Alentejanos. As opções de arroz: de lingueirão, de tamboril ou de marisco, neste caso para duas pessoas. Espetada ou cataplana de tamboril, açorda de ovas ou sargo grelhado integram de igual modo as escolhas com sabor marinho.

Do campo, vem precisamente outra matéria-prima de qualidade, ingrediente básico para confecionar um naco de alcatra ou um costeletão de novilho. As carnes maturadas e de porco alentejano também surgem em destaque na ementa, particularmente variada e que reúne o melhor de dois mundos, consubstanciados no conjunto apelidado de serra e mar.

Deixo aqui alguns restaurantes que me surpreendem sempre pela positiva:

Pizzaria El Padrinho – S Teotónio. O menu deste restaurante é recomendado para os amantes da culinária. Restaurante Il Padrino as pizzas são saborosas. As pessoas recomendam este lugar por causa do serviço pronto. Os visitantes consideram que o ambiente é espetacular aqui.

Café Central – Brejão – O café central é um restaurante com qualidade preço médio alto, decoração simples. Boa variedade de peixe e marisco.

O Sacas – Entrada da Barca – Assim que a ementa lhe for parar às mãos, vai perceber que também está a pagar a vista – além da qualidade da matéria-prima e do talento de quem cozinha, claro está. Os preços não são os mais em conta da zona, é verdade, mas vale a pena lá ir comer qualquer espécie grelhada, uma feijoada de búzios ou um prato típico da casa, o fricassé de raia (só por encomenda).

Restaurante a Taberna do Gabão – Odeceixe- Um bocadinho de Alentejo, ainda em terras algarvias, o restaurante Taberna do Gabão fica no centro de Odeceixe, em Aljezur. Uma esplanada, janelas em arco, paredes brancas, o tradicional risco azul sobre as portadas. Uma típica casa alentejana que se especializa em pratos de peixe – desde espetada e arroz de tamboril a atum fresco na brasa – e tem uma lista de vinhos do Alentejo. Serviço eficiente e afável. Adoro e sempre que posso, passo pelo Gabão, a Dona Silvia deixa-nos sempre com água na boca, e não pude deixar de apreciar o excelente serviço do Sr. Fernando.

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